Ela andava sozinha observando o luar,
Ela estava sozinha naquele lugar
Ela transbordava harmonia
Sem se quer notar.
Ela era preciosa,
E na sua dança passava a flutuar
Tinha a leveza do ar
E a benção da Deusa
Seu sorriso irradiava amor
Não havia ali espaço para dor
Tudo parecia mágico
E ela se esquecia de tudo que em sua vida foi trágico.
Seu báculo era sua varinha
E com ele ela conjurava a solução
Estava atrás de uma resolução
Que só a Deusa podia lhe dar.
Chamou o fogo para lhe aquecer,
Implorou a terra por proteção
Pediu para a água as impurezas remover
E do ar esperou erudição.
Só faltava mais um,
E sem fazer ruído algum
Ela o conjurou
E logo o espírito também se manifestou
Seu circulo estava completo
E o encantamento se mostrava repleto
De boas vibrações
Estas lhe traziam varias sensações
Na face da Deusa um sorriso surgiu
Sua filha estava feliz em exaltá-la
E então ela se permitiu
Naquele pequeno instante agraciá-la.
Tudo estava tão bom
Ela não queria quebrar o encanto
E por isso entoava cantos
De uma era a muito esquecida.
Não notou quando foi tocada
Muito menos sabia que estava sendo agraciada
E que tudo conspirava a seu favor
Por ter demonstrado seu valor.
Reverenciando sua mãe
Que também era sua irmã
E uma sábia.
Tudo naquele momento a agradava.
Agradecendo o circulo ela fechou
Deixou o espírito, o ar, a água, a terra e o fogo partir,
Também tinha vontade de ir,
Mas ainda tinha muito a fazer.
Com o final daquele ritual
Sua alma estava agraciada
E seu espírito gozava
Da mais pura alegria.
Laís R. Dias - 15-06-2011

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