06/04/2012

Desabafo da madrugada.

As vezes acho que eu finjo bem... Finjo que tudo esta como realmente devia estar, loto minha mente e meu tempo com tantas coisas que por alguns instantes até me fazem esquecer do que esta me deixando aflita... Acho que por isso tenho sorrido mais e chorado menos, mas toda essa muralha de mentiras e ladainhas cai quando eu recebo uma noticia uma mensagem.. um qualquer coisa... Eu desabo, eu me acabo, é como se tudo que eu fiz e venho fazendo para voltar ao normal não significasse nada...

Eu odeio isso, odeio não ser dona da minha razão, das minhas emoções, do meu pensamento, é como se tudo tudo girasse entorno de alguém que eu deveria esquecer ou pelo menos não me importar mais (não com a intensidade com que eu me importo).

E isso nem é o pior de tudo... na verdade não é nem a ponta do problema, o que me incomoda mesmo são as reações, o choro estérico que fica pela garganta porque eu cansei de chorar, o tremor das mãos, as borboletas que me causam náuseas no estomago... É como se por uma paixão que chegou ao fim (ta ok, é amor... é amor), as reações que meu corpo tinha antes de felicidade são imitadas em uma intensidade louca e contraria... e isso machuca, porque eu não odeio que me faz ter essas reações, mas eu ME ODEIO por te-las... Por sentir e não conseguir acabar com a droga do sentimento que me faz senti-las.

A mas chega de ficar aqui... desabafado esta.
E se é pra derramar lágrimas que eu faça isso no conforto da minha cama.
Amigos (alguns) iludidos com o meu boa noite apressado estão achando que ta tudo bem e isso é o que importa.

O Veneno do Amor.

Remexendo no passado (passado de 2007) e procurando algo legal no meio da minha adorada pilha de poemas achei um que por hora faz muito sentido, e como faz tempo que eu não posto nada, acho justo que ele descreva o que no momento eu estou pensando, mas ele é de uma época em que eu era muito "criança" ainda... Os sentimentos ainda eram novidade (amar ainda é novidade, mas naquela época paixão e amor era tudo a mesma coisa... Eu pensava assim), então vou postar apenas dois trechos.

"O veneno do amor"

Seu gosto ainda esta em minha boca,
Seu cheiro não sai da minha roupa,
Suas palavras lotam minha mente
Meus pensamentos ainda são seus.

(...)

Se ao teu lado eu sorria
Hoje sua simples lembrança me faz querer lágrimas derramar
Estou pedindo ao céus
Para um dia esse amor se findar.

Laís R. Dias - 08/08/2007

O amor é um veneno de gosto amargo quando esta no fim, é como tomar um remédio que enquanto está sobre nossa língua ele é doce e até amigável, mas quando desce pela garganta chegando ao fim deixa um gosto amargo inconfundível, ele te marca pela gosto ruim.