27/11/2010

Declarações Secretas

Não posso negar
Que me agrada
O modo como me traga
Para dentro de seu olhar

Em nossos gestos singelos
Caricias impuras
Nossas doces torturas
Nossos mundos paralelos

Criando e desvendando
Caminhos velados
Segredos pelos lábios guardados
Como de estivéssemos brincando

Quem irá mentir
O que nosso olhar revela
Entregando a ti minha tutela
Deixando-me iludir

Doce pecado
Esse que irei seguir
Sabendo que irá partir
Não deveria ter me apaixonado.

Caminho maculado
Que vai alem da aparência
Acabando de vez com a inocência
Com esse jeitinho ousado

Se me entregar
Quero antes jurar
Guardar esse nosso pequeno segredo
Sem me deixar domar pelo medo.

Não quero arrependimento
Desta nossa “guerra” particular
Nosso momento peculiar
Repleto do mais puro sentimento

Ser sua uma noite ou duas
Quem sabe um pouco mais
Aproveitando os sinais
Emanados por teu corpo.

Completamente dominada
Entre o suspiro e delírio
Diminuindo esse martírio
Que me deixa acanhada

Leve-me embora
Já sou tua faz tempo
Só não esperava ser esse o momento
Para tal declaração.

Laís R. Dias - 28-11-2010

06/11/2010

Eu me sinto assim, assim eu me sinto.

Me sinto insignificante
perante os prédios gigantes
que invadem minha cidade.
Me sinto deslocada
quando estou longe da manada
de amigos que me protegem.
Me sinto sozinha
vendo o sol se por
sem saber se amanhã conhecerei o tal “amor”.

Me sinto responsável
quando vejo o outro sofrer
Mas a solução se mostra longe do meu querer.

Me sinto tola
tendo medo do escuro
principalmente quando com ele vem a solidão.

Me sinto criança
diante do abraço
daquela que algum dia me protegeu.

Me sinto perdida
quando o rumo tomado
é questionado e apenas de ida.

Me sinto odiada
quando minha pele é tocada com amor
mas não o retribui com o ardor (daquele que o toca).

Me sinto penalizada
andando na chuva pesada
com os pensamentos em você.

Me sinto sonhadora
quando acredito em palavras vazias
que me falaram por acaso.

Me sinto pecadora
quando odeio quem me ama
e acabo falando de mais

Me sinto diferente de tudo e todos que me rodeiam
mas não sei definir,
e isso é bom ou ruim.

Me sinto indigente
quando estou cercada de gente
e não passo de um número.

Me sinto cretina
acreditando nas mentiras
que me contaram por acaso.

Me sinto gratificada
lembrando assim que você ria
das minhas singelos palhaçadas.

Autora: Laís R. Dias 2010

Sozinha

Um, dois, Três...
Vários casais apaixonados
E eu só.

Longe de afagos carinhosos
Ou beijos saborosos
Eu estou só.

Suspirar por romances de papel
Acreditando que tudo cai do céu?
Não, não. Prefiro ficar só.

Louca desvairada
Completamente alucinada
Sorridente, feliz por estar só.

Só na noite de luar
rodopiando como se estivesse a valsar
sem parceiro, mas feliz.

Brincando com a areia da praia
escondida na tocaia
longe de estar com alguém.

Ouvindo uma musica agitada
Tentando não parecer magoada
Mas novamente estou só.

Longe de amigos
e inimigos afins
Sozinha em um mundo sem fim.

Laís R. Dias - 06/11/2010