18/05/2015

Fim de contrato

Eu poderia ter me irritado
o gosto do ódio ter saboreado
Mas eu fiquei estática
diante da prova, da traição.

Você podia ter escondido melhor
podia também ter sido mais sincero
me poupando do fingimento
da dor e do tormento (de me sentir usada).

Sempre me disse que isso não aconteceria
uma vez que já provou desta mesma dor,
mas isso não lhe bastou, tinha de se vingar
me usando para descontar, todo o seu rancor.

Sou uma tola por amá-lo tanto
não deveria ter confiado em você assim
ao ponto de deixar, que zombasse de mim
desta forma vil e cruel.

Confesso que esta luta eu perdi
mas não deixarei minha cabeça baixar
você não tinha o direito de me usar
e eu não lhe darei o gosto de me ver chorar.

Se eras meu, e eu tua
esqueça este nosso trato
pois acabou-se o nosso “contrato”
graças a sua traição.

(Laís R. Dias – 28/07/2011)


05/04/2015

e foi assim que ela voltou... Minha doce inspiração



"A cena repetia-se incontáveis vezes, era sempre a mesma coisa... o trinco do portão rangia de forma habitual ao ser aberto, passos serenos ecoavam pelo correr vazio, a porta se abria com um suavidade, mas ainda emitia um som suave e convidativo, afinal este era o som de entrar em um lar (o seu lar), não havia som depois disso, se não o do vento fechando a porta que alguém desatento não havia fechado por descuido. Depois de minutos o primeiro som, um ruído estrondoso viera da copa. Nenhum movimento brusco justificaria a brutalidade com que fora tratada em seqüência. Outro estrondo, e um projétil  passou-lhe perto da cabeça, mas por sorte atingirá a tela da televisão, o vidro estilhaçou-se em pedaços, fora isso que havia lhe ferido a face. Depois disso o escuro.



Não reconheceria seus malfeitores, muito menos tinha visto de onde eles vinham, caiu sentada no chão com o corpo parcialmente apoiado no sofá, tudo era uma um misto de caos e dor, não tardou ate ouvir outra explosão e uma risada abafada, sentia a presença de alguém, mas nada enxergavam, permaneceu inerte, tentando se agarrar ao único fio de vida que ainda lhe restará, e então apagou. "

Continuar ou não com essa epifania de palavras desconexas que juntas podem criar outro mundo paralelo do qual ja não reconheço mais. 

16/02/2015

Quase lá

Tal e qual foi angustiante fazer 18 anos, esta sendo trágica a passagem para os 19... Algumas coisas mudaram em um ano, como já era de se esperar. No entanto eu continuo como a garota indefesa, inocente e boba que qualquer um é capas de enganar. Um gênio domado com um plano de vida perfeito, sem grandes emoções ou espaço para erros.
Ainda enho medo de crescer e perder minha essência, seja ela qual for, pois ainda não descobri se a menina-garota que morreu a pouco ainda existe dentro da garota-adulta que por hora é minha fase... Será que amanhã me transformarei na jovem-mulher?
Ah... o amargo sabor das duvidas, das incertezas, dos meus dolorosos devaneios sobre o futuro. Adoraria ser otimista e rir de piadas sem graça, sair pra beber, curtir sem levar o amanhã em conta.

(Textos escondidos que ainda me ferem, atormentam  e revelam parte daquilo que ninguém nunca viu dentro de mim)