31/12/2011

Confusa..

Grande novidade, euzinha confusa, quieta sem animo...

Acho que todos os anos são assim, começam e terminam meio nublados, com alegrias, tristezas e fracaços no meio (sim, mas alegrias do que o resto), no entanto o começo e o fim é sempre igual, sem vida... sem animo, é como se algo se rompesse, se quebrasse em pequenos pedacinhos que eu tenho que juntar com cuidado para não deixar nada para traz, ok ok, alguns sempre ficam pra trás, eu não sou um gênio para juntar tudo... Nem pretendo ser.

Mas ontem foi bom, ganhei colo (viva), e a pergunta que não quer calar... O que eu vou levar de 2011 e da faculdade?
É... Não sei, não descobri ainda.

Os amigos deste ano já estão no próximo mas não se se vão permanecer ou vão embora, bem da verdade não quero criar expectativas que não dependam UNICA E EXCLUSIVAMENTE de mim... Isso pelo menos agora, porque de verdade... Cansei de quebrar a cara. (e eu sei que vou quebrá-la mais um monte de vezes no ano que vem... é natural).

Bom estou sem ideias, sem palavras, sem criatividade e PQP tenho umas 6 estorias para atualizar e nada absolutamente nada útil ( ou produtivo) sai da minha mente insana...

Acho que preciso de um HELP, mas eu não quero pedir ajuda... (sim sou orgulhosa pra isso) ou de pessoas para faze-las sorrir, seria bom também, assim eu foco na felicidade delas e esqueço dos problemas...


Nhay deixa pra lá.

Happy New Year

25/08/2011

Meu novo projeto.

Minha nova cria...

Mortes - Mulheres das Sombras.

O título ainda pode sofrer alterações... Ou seja eu posso mudar desse para "Mortes - Faces das Sombras" ou ainda "Mortes - beijos de Adeus"... Como podem notar o nome é a unica coisa sólida que eu ainda não tenho, mas sei que quando tudo estiver quase pronto, meus bons e amigos que também são conselheiros, revisores, críticos, designer's e tantas outras coisas vão me ajudar a escolher um nome mais adequado a obra.

Tenho também o nome de algumas personagens, bem como suas características e um esboço (de uma linha de um caderno da pucca) do que são, como são, como... Ei isso eu não posso contar. Desculpem, mas o segredo é a alma do negócio não é mesmo?

Claro que se alguém por acaso quiser me mandar uma dica ou sugestão de nome, ficarei imensamente grata. Mas nada de nomes comuns galera, pelo menos não tão comuns. Por tanto não me venham com João e Maria... Estamos entendidos?

As personagens por hora são:
Annelize, Luna (por quê será?), Marília, Cecília, Alice e Pain (a culpa será toda dele se o nome do livro mudar).

E para deixa-los ainda mais curiosos a sinopse já esta pronta (e acredito que se manterá inalterada), ai vai:

Todos sabem que a morte tem varias faces, mas e se por um deslize eu lhes conta-se um segredo guardado pelo tempo ao ponto de ser esquecido e nunca questionado?
A sociedade do infinito tem uma razão de ser e existir. As mortes lhes beijaram os lábios de uma forma diferente, alguns chamariam de maldição, outros de segunda chance. Mas e você? O que diria ao ter sua vida ceifada e a sua existência aprisionada em seu antigo corpo?
Se você disse que assumiria o lugar dela, a morte, você tem toda razão. A maldição seria passada a diante e você seria condenado por alguns milhares de anos a representar uma das muitas faces da morte.
Mas não se engane, personificar a morte esta longe de ser algo fácil.


E então... o que acharam do Projeto?
Por favor deixar opinião abaixo. (é sério mais com um tom de brincadeira).


Kissus

07/08/2011

Versos para o meu amado

Toque em meu rosto
Diga o que não pode ser escrito
Sussurre versos ao pé do meu ouvido
Faça-me delirar com a ilusão que criou para nós.

Sei que versos não me fazem amá-lo
Que as palavras não são o motivo para desejá-lo
Se o quero, é porque tudo que eu sinto vai mais além
Do que as frases ou estrofes.

Se o magoei peço que perdoe
Fui tola e insensata
Ao “brigar” como uma ingrata
Sem ter motivo algum.

Não importa por quantos caminhos tenho andado
O quanto tenha comparado
Você não é como ninguém
Que eu tive ou venha a ter.

Pois nem a palavra único pode defini-lo
A perfeição parece lhe abençoá-lo
Mesmo que em ti, ainda existam
Singelos defeitos.

Não ligo para o que dizem,
Para os que falam sem conhecê-lo
Sem referenciá-lo como merece
Acredito que se quer escuto tais palavras de desdém.

Para mim,
Pouco importa
As opiniões, ou bordões
Desde que esteja ao teu lado.

Ah, meu amado
Meu anjo caído
Vindo de outras terras
Outras eras... Outras desventuras

Eu queria demonstrar em versos
Meu amor e meu pesar
Por você aqui não se encontrar
Mas nenhuma palavra me basta.

Meus versos vão de encontro ao infinito
Procurando dissertar
O que sinto sem pensar
E como me sinto no que diz respeito a você.

E nada do que eu dizer
Nunca vai demonstrar
Si quer vai ilustrar
Parte do meu amor por você.

Laís R. Dias ( 7/08/2011)

29/05/2011

...

Quando nascemos, criamos expectativas que nem sempre vamos atender... Muitas vezes nossos familiares esperam que sejamos médicos, doutores, heterossexuais, católicos, evangélicos, religiosos, tementes a um único deus. Esperam que usemos um determinado estilo de roupa, que tenhamos uma postura exemplar, que esqueçamos e reneguemos tudo que eles não aprovam, que sempre digamos SIM a sua vontade, nos dobremos sempre que eles disseram "Você esta errado".

Eu queria, ser perfeita, queria ser como desejam, seguir as tendencias que aprovam, ser o tipo de filha perfeita que eles criaram e cultivaram com amor e educaram com rigidez.

Eu queria... Mas não sou, tenho outro padrão de roupas, desejo outros tipos de amigos, minha profissão muda todos os dias, mesmo já tendo começado a traçar meu futuro, quero outra religião, uma que me abrace, como eu a abraçarei,que não seja imposta não quero ler os mesmos livros que leram...Quero mais, eu busco por mais... Almejo outra vida, tendo ou não sua aprovação... Mesmo que sem ela me sinta incompleta.

Amaria ser compreendida, mas parece que esse desejo é uma exigência grande, para seres de mentalidades tão distintas da minha.
Uma pena, eu realmente gostaria de compartilhar minhas descobertas, frustrações e felicidades... Mas se não dá, tudo bem. Farei o possível para manter em segredo o meu "eu", que agrada só a mim.

22/05/2011

10 % do PIB já

Eu gostaria de viver em um país onde a educação é valorizada, onde tanto os professores como os ate's (ex-inspetores de alunos) ganhassem o minimo para se manterem em seus trabalhos sem que tenham de fazer jornadas exorbitantes ou realizarem mais de uma jornada. Seria um ótimo.

Pena que esse sonho esta longe de ser real, pessoas subjugam a educação como um fruto único de escolas e mestres, quando na verdade deveriam olhar para a totalidade de tudo que a futura geração do país recebe, seja do pai, da mãe, do professor ou do colega.

A educação chegou a níveis críticos porque historicamente, escolheu-se gastar pouco e "ENSINAR" muitos... Perdemos a tão sonhada eficácia e eficiência para ganhar depósitos de pequenos cidadãos, que por sua vez, quando chegar a hora de votar serão facilmente ludibriados por jingles, artistas famosos, representantes religiosos e tantos outros falsos candidatos a uma mudança real no Brasil.

Eu já estudei em escola particular, mas a maior parte do meu ciclo educacional de base (ou seja, do pré ao terceiro colegial) foi realizado em escolas publicas, falo com propriedade quando digo que professores ganham uma miséria para suportar alunos que são ensinados desde muito pequenos, que a escola é um lugar para se ir todos os dias para "livrar" um pouco os país da convivência difícil com seus filhos mal educados.

Na escola, faltam: Cadeira, merenda, professores, material didatístico, água, luz e as vezes o prédio tem até algumas infiltrações. Um ótimo cenário de filme de terror não concordam?

Hoje as escolas são vistas como únicos responsáveis pela educação de mini seres que, em casa, sob a tutela e ótica dos país, são reis e nunca fazem nada errado. Já presenciei casos de mãe querendo bater em professor porque o filho repetiu de ano. Será que sou só eu que lembro da mãe que entrou com uma arma na escola e atirou sei lá em quantas pessoas porque a filhinha dela havia passado no vestibular e por causa da reprovação não iria poder cursar a faculdade?

É acho que sim, e o mais interessante, NINGUÉM chorou por isso, NINGUÉM fez uma manifestação por isso, o caso se quer chegou a repercutir. Agora o massacre Realengo, logo logo vira filme.. Quanta hipocrisia.

Chorar e deixar um país de luto por três dias, tudo bem, agora aumentar o investimento em educação e segurança nem pensar certo?

E muitos vão dizer: "Você nasceu no país errado" e eu educadamente responderei:

"E eu não nasci no país errado... Muito pelo contrario este é o meu país, e sim a parte do hino que diz "(..)Verás que um filho teu não foge a luta, e ter a quem ti adore a própria morte(...)" faz todo sentido pra alguém como eu.

E repito, não nasci no país errado, falta na verdade, deixar o comodismo de lado e ir lutar de forma justa e honesta, não só em pequenas escrever e criticar um governo, nada vai mudar se na hora que formos consultados, ou para os que ainda não compreenderam minha colocação, nada mudará se na hora que nos convocarem a ir pras urnas não votarmos conscientes de quem estamos colocando em nosso governo, para ser nossas vozes, nossos "projetistas", nossos votos."

Quero mesmo é mudanças, elas até podem ser a longo prazo. Mas quero datas, metas definidas... Casei de ser passada pra trás por um grupo de mercenário que só vota seu aumento de salário.

06/05/2011

O vampiro e a prostituta



Implorar não ia adiantar de nada
Ninguém me ouviria,
Ninguém me ajudaria
Ninguém se atreveria enfrentá-lo

Morte digna para uma ingrata
Morrer calada
Nos braços de um belo predador
Tudo bem, eu aceitei meu destino.

Não era um sonho ou ilusão
Posso dizer isso pelo falhar de meu coração
A cada nova sugada contra minha pele ainda quente
A cada novo gole de sangue, ele apreciava meu gosto... Minha vida.

Sabia que ele era diferente,
Assim que nos cruzamos,
Eu já sabia que minha vida ia se esvair
Só de encarar o seu olhar.

Não entendia sua pressa
Sua fome e seu prazer,
Não havia muito a se fazer.

Suas prezas em minha pele cravadas
Me deixava de certo alucinada,
Mesmo estando tão próxima do fim
Já não ligava para o que seria de mim.

Encarei-o nos olhos pela ultima vez,
Admirando meu ultimo freguês
A quem saciei todas as vontades
Antes de padecer.

Sakura Ikari – 06/05/2011

02/05/2011

Acontece.

Brigar com a familia me rende coisas assim... Se é bom ou ruim eu não sei.


Sem nome ainda....

A saudade também grava de forma vil e cruel meu peito,
A falta me faz temer o desconhecido
Ter medo de desacreditar nos contos reais
Em detalhes mortais
Como o carinho por outro ser.
Se á de durar e permanecer,
Se vão acreditar ou fazer padecer
Eu não sei.
Mas viverei na incerteza
Segura de que cada instante
Será o primeiro e ultimo
De uma melodia a tocar
E eu claro,
Com ela estou a valsar.

24/04/2011

Pondo um ponto final

Nossa escrevi faz tempo e estava guardado nos rascunhos, esse é um ponto final e definitivo de um romance falho, meu e de tantas outras garotas, algumas amigas em especial entram na lista, mas deixemo-os isso de lado.


Ponto final.

Ja ri com suas piadas
gargalhei com as palhaçadas
E chorei por ser deixada
Mais isso não importa

Quantas vezes me esqueceu?
quantas vezes acusou dizendo que fui eu?
Você foi meu amigo de verdade?
Ou queria apenas brincar de manipular a realidade?

Não importa o quanto eu diga
nada muda suas palavras
nada muda seus pensamentos
nada muda você

Não importa o quanto eu já tenha me queixado
quão isso tudo tenha me magoado
não vou mais chorar por ter me deixado
e muito menos ficar lembrando da decepção que isso causou.

Eu amei você de fato
mas passou
tudo dentro de mim mudou
e quem causou essa revolução foi você.

Meu peito agora aberto
ja não teme tantas decepções,
já não sente o punhal de maldade
ja acredita mais em ilusões

Levantar foi difícil,
Ninguém disse que seria fácil.
Mas agora que aprendia a cair, aprendi também me reerguer.
E o melhor de tudo isso... Não preciso mais de você.

Abismo

Faltava-me a coragem para meu ultimo salto, meus pés estavam tateando as cegas as pedras gélidas recobertas de limo. – Falta Pouco. – Pensei. Quanto pensei finalmente ter coragem suficiente para pular, mas agora o doce e apelativo som das ondas era quebrado por um som de um motor - tinha certeza que um carro estava a se aproximar, será que ele estaria de volta? Não, ele não me perdoaria, eu tinha certeza disso como tinha certeza do amor que sentia por ele. Parei de olhar para as ondas que batiam contra as rochas do precipício – Tudo parece tão fácil nos filmes. - O mar estava em cólera, sua fúria correspondia aos meus sentimentos insanos.
Meus olhos correram para a cerca recém construída que havia pulado para chegar ali, próximo a beira do precipício, logo um Celta azul quase preto estacionou ao lado da cerca que estava a uns 10 metros atrás de mim, dele saiu, Eric, meu amigo, irmão e de um tempo pra cá, o homem que eu decidi que queria ao meu lado para o resto de minha vida.

- Anne, volte para casa... – Ele falou com sua voz rouca que eu passei a amar, dês de a morte de nossos pais.

- E-eu não posso Eric... E-eu não posso – Minha voz fraquejou, as lagrimas que haviam secado há alguns minutos atrás, voltava a dançar pelo meu rosto, enquanto a brisa levemente gelada acariciava o mesmo, como quem fazia um carinho a um filho amado.

- Anne, eu tenho que lhe explicar algumas coisas. – Dizia ele encarando-me, enquanto pulava a cerca, com um toque de graciosidade.

Eu dei três passos a frente extintivamente, queria abraçá-lo sentir seu calor me recobrir de proteção, como sempre acontecia, mas aquilo agora perecia tão errado, tão fora de minhas possibilidades, tão maculado... Eric era meu irmão... Como eu pude me apaixonar por ele?

- Não Eric, fique onde está. – Meu corpo parou de pronto, mal me dei o trabalho de voltar o pé, já semi levantado ao chão novamente.

- Anne, eu tenho que lhe contar uma coisa que descobri hoje. Por favor, Anne volte comigo para casa.

Ele havia descoberto meus sentimentos por ele, eu havia deixado isso Muito claro após o beijo que lhe dei essa manhã, antes de sair às pressas de casa, correndo ate aquele penhasco.

- Deixe-me Eric, a morte é merecedora de minh’ alma, uma vez que a escuridão já a possui – Na tinha coragem para encará-lo, sabia que isso era devido a vergonha que meu ser estava embebido.

- Anne... Vai ficar tudo bem, dês de que venha comigo e me escute. – Ele estava tão convicto do que falava, eu podia sentir a esperança brotar dentro de mim novamente.

- Eric... – Respondi sussurrando, ele me estendeu a mão em resposta, seria aquilo um convite? – Por favor, Eric, deixe-me.

- Não posso deixe-la Anne, meus sentimentos não permitem. – Ele continuava com a mão estendida, esperando pacientemente que eu a segurasse. – Esse precipício já nos tirou nossos pais, não deixe que ele me tire você também. – Então ele já havia percebido que minha intenção era pular.

- Eu não posso mais ficar Eric. – Desci o pé que ainda estava levantado, recuando três passos para trás, voltando a ficar equilibrada na beira do precipício, eu me encontrava virada para Eric, como se ele fosse meu inimigo e estivesse tentando me tirar do caminho correto.

- Anne eu lhe imploro, não faça isso... Não antes de conversarmos, deixe-me ao menos tentar tirar essa idéia estúpida de sua cabeça. – Ele deu alguns passos para frente, com a mão estendida, será que ele realmente acreditava que eu a seguraria? Será que ele realmente tinha esperanças de salvar minha alma decadente?

Não notei, mas meu corpo refletiu os movimentos dele, conforme ele andou em minha direção eu imitei o gesto para trás, pude ouvi-lo gritar, enquanto meus olhos se fechavam com força, quando os abri eu estava segurando na beira do penhasco e quanto tomei coragem para me soltar ele me segurou.

- NÃO... – Eric me segurava com força mais essa força não era o bastante eu estava escorregando, eu iria morrer. Droga não queria que ele estivesse ali para desfrutar de meu fim. – Anne não somos irmãos.... Por favor, agora que sabe disso me ajude e tente apoiar seus pés na parede do precipício, você não fez nada de errado.

Minhas forças acabaram ali - Eric o jovem de cabelos castanhos claro, e olhos intensos cor de avelã, tão parecido comigo não era meu irmão? – Meus pensamentos foram se perdendo e a ultima coisa que lembro foi de estar caindo e levanto meu amado comigo, ele me abraçou , esquentando-me e protegendo como sempre havia feito.

- Eu também ti amo Anne.,. – Foram as ultima palavras que eu pude ouvir de Eric.

Uma luz nos engoliu, não sei como, mas os braços quentes de meu amado foram forçados a me soltar, eu continuei a ter a sensação de queda, e agora meu amado já não estava mais ali, meus olhos se abriram e eu me via em queda livre, um abismo infinito começava a me engolir e tudo que eu sabia era que eu amava e ainda amo meu irmão Eric, mas ele foi eleito para o paraíso, tornando-se um anjo, enquanto eu não fui merecedora do inferno e nem to céu, ficando assim no purgatório, caindo... Sentindo o Vazio dentro de mim aumentar, a medida que me via sem ele, Eric.

Apenas para concluir, hoje depois de uma eternidade caindo, nesse abismo escuro e infinito notei que não estou em um purgatório, estou dentro de minha própria alma, que hoje não passa de um abismo escuro e sem vida

Detetive das sombras - Laís

Há quanto tempo eu não abria aquele diário? Ele era tudo o que me restava dos meus dias de detetive, era tudo que me restava das até então duas pessoas mais importantes da minha vida, Eddy e a Gêmea me faziam uma falta monstruosa, e naquela altura do campeonato eu já compreendia que tinha errado quando parti deixa-o para trás. Eu precisava daquilo, mas não devia tê-lo feito de forma tão brutal ao ponto de quase enlouquecer meu amado. No entanto fora necessário, eu precisava daquele tempo e o usei de uma forma sabia pena que no momento em que decide voltar ninguém se quer me ouviu, informações sobre as missões do Eddy e por onde ele anda eram restritas, segundo a academia eu não deveria ter voltado, não depois de todo o estrago que causei.
Era a quarta ou quinta vez que eu voltava a minha cidade natal, São Paulo, e lá estava eu folheando o diário de capa negra onde meu nome fora cuidadosamente bordado na capa. Suspirei folheando-o aquelas paginas, onde minha estava contido, cada medo, cada erro, cada insegurança e também tinha a minha alma, meu coração e descrevia minimamente a paixão e o amor que sentia por meu parceiro.
Uma lágrima correu por meu rosto, era doloso lembrar de como a gêmea deixou o trio dinâmico, eu poderia ter evitado tudo aquilo e o meu diário era a maior prova disso, e também era uma prova de eu não tinha a menor idéia do que estava fazendo, eu não entendia como e muito menos quando tomei a decisão de partir sem ele. Perder minha melhor amiga havia sido um golpe doloroso, e isso estava consumindo minha mente de forma a me deixar vulnerável, eu escondia minha dor dele e de todos que nos cercavam, no começo tinha sido difícil mascarar todo aquele remorso e culpa. Mas com o tempo tudo se tornará mais “fácil”, era simples dissimular uma felicidade que eu não tinha, mesmo para ele, achava isso tão errado, Eddy era em disparado a pessoa mais importante da minha vida, tornou-se isso quando o vi pela primeira vez, empunhando sua arma no Standy de tiro ao alvo, era o meu primeiro dia na academia e ele me chamou atenção, ele e a bela negra ao seu lado.
Joguei o pequeno livro sobre a cama do hotel e ainda com os pensamentos vagando por dias que eu tentava esquecer. Meu foco agora era reencontrar Eddy, dizer-lhe o quanto fui imatura em mascarar meus sentimentos quando ninguém me penalizaria por tê-los, na verdade até entenderiam, era uma “novata” a mais nova do trio e mesmo agora no auge dos meus 25 anos se tudo tivesse corrido as mil maravilhas eu ainda seria a “pequena” do trio.
Só ele sabia o quanto odiava ficar em hotéis e coisas assim, meu sonho era ter uma casa, um lugar estável onde pudéssemos ser felizes, olhei pela janela do décimo quinto andar, o sol começava a se por e se não me apressa-se acabaria atrasada, coisa que sempre acontecia comigo e tanto Eddy, quando a Gêmea e Simon estavam acostumados a isso. Mas esse era um habito passado, e assim como minhas roupas que iam ficando pelo chão a caminho do banheiro.
Minha mente parecia mais calma, só parecia porque quando a água quente bateu sobre minha pele branca retomei minha saga ao passado. Pouco antes de resolver me desligar da academia minha concentração transformara-se em pó, e por estar cada dia mais desconcentrada, faltava-me os quesitos mais básicos, isso me preocupava de uma maneira ainda mais dolorosa que o fato de ter deixado que a gêmea se fosse. Primeiro porque eu estava pondo em risco missões importantes, fato que o meu parceiro Eddy parecia desconsidera no momento de fazer o relatório, e segundo, se eu me colocava em risco automaticamente colocava-o em risco também. Eddy e eu éramos muito mais do que parceiros, sempre fomos e a vida fez questão de me mostrar que assim seria para sempre.
Na noite em que parti me desvencilhei da forma mais cuidadosa que pude dos braços de Eddy e antes de deixar o aposento que compartilhávamos selei meus lábios aos dele, desejando que num futuro próximo nos encontrássemos de novo, deixei o quarto rogando para que meu anjo caído continuasse a me amar mesmo com a minha ausência, uma vez que eu já sabia que continuaria a amá-lo.
Outro suspiro me trouxe de volta, mal percebi que já estava lavando os cachos que ele tanto gostava, deixou-os exatamente como antes, se um dia visse Eddy novamente sabia que a primeira coisa que ele notaria seria meu cabelo, assim que fechei os olhos lembrei-me de forma vaga do pequeno dialogo que tive com Lorena, uma senhora de meia idade que ate então era minha tutora na academia.
- Demorou a perceber isso Laís. – Meus olhos verdes encontram-se como os olhos negro da senhora a minha frente. – Sei de seus motivos e concordo com sua partida, mas não acha que deveria avisá-lo? – Lorena era uma senhora intuitiva, como eu, e apesar de seu tom áspero sabia que aquilo nada mais era do que preocupação.
- E...eu não sei se poderia encará-lo, dizer adeus e simplesmente partir, eu o amo Lorena, amo-o de mais. E se não for agora sinto que jamais poderei deixá-lo e reconheço que não estou em forma para continuar fazendo missões, o melhor seria o meu desligamento temporário, Eddy tem um futuro nessa academia é um dos melhores detetives que temos, não é justo eu tira-lo de vocês... Não seria justo com ele também, Eddy ama esse trabalho acima de qualquer coisa. – Minhas palavras saíram entrecortadas eu queria chorar e pedir ajuda, mas não devia. E como sempre meu senso de dever foi maior que minhas emoções. Ao menos assim Eddy teria a vida que gostava de ter junto aos outros detetives.
- Se é assim, tem minha permissão para ir querida. – Lorena me falou com um sorriso melancólico no rosto, ela me pareceu também querer chorar.
- Só tenho mais um pedido a fazer Lorena. – Ela gesticulou para que eu continuasse. – Não quero que nenhum dos meus companheiros saiba onde eu estou ou o motivo de minha partida.
Lorena meneou um sim e eu sabia que isso era uma promessa que ela cumpriria com a vida se necessário.
Mal notei quando comecei a me trocar, a roupa ja estava separada em um cabide. Usaria branco aquela noite, excerto pelo espartilho preto que colocaria por cima do vestido de alças grossas e a bota cano alto. Ao terminar de me vestir, passei a pentear meus cabelos, optei por deixá-los soltos aquela noite, uma boina serviria de adorno. Qualquer um que me olhasse poderia achar que pertencia a alta sociedade de São Paulo, quando na verdade eu costumava usar roupas assim quando estava em Londres ou Paris ajudando Monique com seus desfiles e a revista de moda. Ela definitivamente tinha me ajudado a mudar. Olhei para o relógio despreocupada, ainda tinha tempo e iria aproveitá-lo ao máximo, pequei minha bolsa e sai do Hotel Ibis da Avenida Paulista.
Tudo em minha terra havia mudado seis longos anos de mudanças... Não tinha tempo para apreciar a vista, ia me atrasar e Simon e sua noiva não mereciam isso, claro que não. Aprecei o passo e adentrei na estação Masp Trianon, seguindo em direção a estação Paraíso onde fiz uma baldeação mudando totalmente de direção, na linha azul fui até a Estação São Bento, com alguns minutos de caminha cheguei ao prédio de “Madame Satãn”, ninguém mais me conhecia por ai, suspirei aliviada, assim pelo menos eu não teria de responder a uma serie de perguntas...
Duas horas depois, sai do prédio havia perdido totalmente a noção do tempo rindo sozinha dos novos freqüentadores da casa, meu sorriso morreu quando o vi no alto de um prédio. Não podia ser ele e se fosse existiria alguma chance de poder me explicar? Talvez eu estivesse louca, tendo alguma alucinação ou algo assim devido à vontade de reencontrá-lo, eu tentava acreditar nessa hipótese, mas era impossível ouvir a razão quando todo o resto do meu corpo confirmava o que eu já sabia...
Acabei me atrasando um pouco, atraso que foi compensado pela rapidez do metro, logo eu estava novamente no meu ponto de partida. Caminhei da estação até Bar e Restaurante Esper Stupp, Simon me esperava do lado de fora e junto a ele estava uma ruiva que eu julgava ser sua noiva...
Apesar de ter jantado com Simon ainda me faltava alguma coisa... Vir a São Paulo sempre significou comer algumas porcarias que eu evitava quando estava no estrangeiro, e já que o “maravilhoso” hotel em que me encontrava estava sem mantimentos, depois de meia hora de “conversas diplomáticas” por parte da gerencia acabaram me dando um cartão sem limites para comprar o que quisesse, pena que esse “o que eu quisesse” resumia-se a comida. Suspirei entrando na loja de conveniência, ali concerteza poderia matar meu desejo por chocolates e outras “porcarias” que ninguém deveria comer. Ao abrir a porta da loja o ar quente brincou de leve com meus cachos, sorri ao ouvir a sinaleta tocar avisando que um novo cliente adentrará na loja.
- Pois não? – Uma garota de estatura mediana veio ao meu encontro, seus olhos castanhos pareciam cintilar. E eu podia apostar que ela estava apaixonada.
- Um copo de chocolate quente, por favor. – Disse a ela ainda sorrindo.
Como era de costume acabei varrendo a loja com o olhar, ou pelo menos tentei fazer isso, afinal assim que comecei meus olhos encontram os dele, tão dourados quanto os que tinha visto a pouco mais de três horas... Os cabelos haviam mudado um pouco, mas quem ligaria pra isso? Eu se quer conseguia me mover, vendo-o ali, o Destino estava brincando comigo, só podia estar ou brincando ou me presenteando e se fosse esse o caso eu aceitaria o presente de bom grado. Quando pensei em me mover ainda encarando-o incrédula, ele simplesmente solveu todo o conteúdo de sua xícara, ele pareceu incomodado com minha presença fato que me impediu de me mover, Eddy levantou-se e caminhou em minha direção, ele iria embora? Partiria sem me falar nada? Agiria como se fosses-mos dois estranhos? Não eu não podia deixa-lo sair, mesmo que parar isso tivesse que derrubá-lo no chão daquela loja para lhe contar meus motivos para deixá-lo e o motivo pelo qual havia retornado.
Por sorte não precisei de tanto, apenas segura-lo pelo braço e pedir que fica-se foi o necessário para pará-lo.
- Eddy. – Sussurrei tentando encontrar minha voz. - É você?
Meu coração já disparado acelerou cm o sorrisinho de canto que só ele poderia me dar, eu não precisava de mais nada para reconhecê-lo, mas mesmo assim ele disse.
- Sim, Laís, sou eu.
O abracei sem pensar duas vezes, finalmente tinha encontrado-o, se ele iria me escutar e voltar a ficar comigo era uma outra história, mas por aquele instante, me contentava com seu corpo rodeado por minhas mãos. Não notei quando as lágrimas rolaram por meu rosto, não importava eu estava feliz, feliz porque apesar dele ter demorado a corresponder meu gesto afetuoso eu finalmente o tinha para mim. Quando finalmente me desprendi de seu corpo e passei a encarar seus olhos não resisti e acabei beijando-o, depois de fosse o caso me entenderia com a namorada dele ou noiva.. Nfm, não queria pensar nisso, Eddy era meu, sempre foi e sempre seria. Eu queria demonstrar tudo naquele beijo, a saudade, o amor, o carinho, a falta que ele fizera nos longos sete anos que passamos longe um do outro, eu o queria mais perto, e acabei puxando-o pela nuca ao meu encontro, ele também pareceu querer fundir nossos corpos ali mesmo, já que suas mãos espalmadas em minhas costas me puxavam de encontro ao seu corpo.
Ele encerrou o beijo com um selinho, por um breve instante me irritei com aquilo, digo breve pois só depois de seu selinho notei que já me faltava algo básico... Não tinha mais ar para continuar o beijo, e mesmo não tendo notado se ele não o fizesse eu o faria. Por um segundo pensei que ele fosse se afastar, mas ele não o fez, pelo contrario em um gesto cândido pousou sua testa sobre a minha, não sabia se ele estava olhando ou não, mas sorri, não queria estragar a sensação que a proximidade do corpo dele emanava para o meu corpo abrindo os olhos, queria solver sua existência, queria torná-lo meu.
- Eu te encontrei – sussurrei repetidas vezes, pedindo aos deuses que aquilo não fosse apenas mais um sonho. – Sabe como eu fiquei doida quando o pessoal da academia falou que você estava enlouquecendo se expondo ao perigo todas as noites em caçadas suicidas? Que não queria mais me ver? – Minha voz soava tão doce, eu não tinha coragem de gritar com ele, não tinha como forçar um tom reprovador, não com ele, não quando eu só queria respostas. Aos poucos abri os olhos, fitando o rosto moreno pelo qual era apaixonada.
- Mas eu não enlouqueci. – Ele fez uma pausa breve. – Consegui com muita luta recuperar minha sanidade pensei que você não queria mais saber de mim. – Aquilo fez meu coração doer, como eu pude ser tão tola a ponto de ferir meu amado daquela maneira? E ele continuou – Você simplesmente partiu e não me disse adeus!
Eu queria gritar, dizer-lhe que não tive coragem de dizer adeus não partiria e porque eu nunca diria adeus a ele, não quando tinha certeza que iria voltar, mas ao invés disso tudo que consegui dizer foi.
- Eu ti procurei por toda parte Eddy! Eu juro! – Acariciei seu rosto com carinho, será que ele sentirá falta de receber aquele carinho tanto quanto eu sentira de fazê-lo dele? – Nunca mais te encontrei... Então fui pra França como assistente de moda de uma amiga para tentar por minha cabeça em ordem... Depois que tudo aconteceu, a partida da gêmea e aquela estúpida decisão de abandoná-lo demorei seis anos! Mas te encontrei novamente.
- Mas agora achou e não perderá novamente. – Ele sussurrou tomando meus lábiou para si mas uma vez.
Passaram alguns minutos até ouvir-mos alguém pigarrear atrás de nós.
- Senhora, seu chocolate quente. – Era a jovem, que como eu estava corada.
- Ah.. Bem. – Eddy me cortou de forma doce.
- Pode suspendê-lo Amanda e ponha-o n minha conta... – Ele disse dando atenção a ela eu até sentiria ciúmes se suas mãos não estivessem em minha cintura deixando meu corpo colado ao seu e declarando de uma forma quase descarada que eu pertencia a ele.
Não faço a mínima idéia de como chegamos ao hotel ou pior de como chegamos ao meu quarto, ele fez questão de ir direto ao assunto, jogando nossos sobretudo e minha bolsa preta em um canto qualquer do quarto enquanto me beijava. Andamos de olhos fechados até finalmente cairmos na cama macia que fora arrumada por alguém enquanto eu estive fora. Eu queria mais, e deixava isso bem claro quando o provocava com mordidinhas ou sussurrava em seu ouvido, só ele me fazia ficar assim, timidamente passei a explorar seu tronco por debaixo da camisa social que ele trajava, fiquei assim por um tempo, até finalmente retirar-la enquanto Eddy tomava meus lábios para si em beijos de luxuria e paixão.
Meu corpo estremeceu sobre seus lábios quando ele calmamente passou a trilhar um caminho pela intenção de meu pescoço, clamei por ele, queria que me fizesse sua de uma vez por todas. Suas mãos passeavam por sobre minhas cochas, aquele vestido deixava-o livre para explorar meu corpo como bem entendesse. Eu finalmente estava me entregando a ele, meu único homem.
Não foi preciso dizer a ele que seria minha primeira vez, de alguma forma ele pareceu saber disso ao se controlar e calmamente tirar o espartilho, Eddy era perfeito, encarei-o enquanto ele se encarregava de tirar minhas roupas, era perfeito, eu não conseguia olhar para outra coisa que não seus olhos, seu rosto seu corpo... Tudo nele parecia me chamar, me dar confiança para me entregar, para recebê-lo como merecia para amá-lo .
A única certeza que tinha daquele momento era que não me separaria dele nunca mais.

Quarto anos depois....

- O que a mamãe disse sobre trazer o ursinho heim? Vai perder desse jeito, Luna – Disse com um falso som de indignação, apanhando da mão de Luna, nossa filha, o animalzinho de pelúcia que ela arrastava no chão e a pegando no colo.
-Você não tem jeito mesmo, garotinha.... Você puxou seu pai em todos os sentidos.
-Ela tem muito de você também.- Eddy murmurou em meu ouvido, passando um de seus braços em torno de meus ombros.
Depois da nossa primeira noite, de muitas, nos acertamos, tive-mos uma longa conversa na manhã seguinte ele pareceu entender, e eu voltei a ser uma integrante da academia, mas isso durou pouco em alguns meses acabamos aceitando o de Simon para entrar na casa de Cultor, Eddy achava que isso era mais seguro para nós. Não que eu me importasse com sua decisão, onde aquele homem fosse, eu iria atrás e estava feliz com a decisão que tomei. Olhei para a garotinha em meus braços e sorri, lembrando de como Eddy ficará eufórico quando contei a ele sobre a gravidez, ele parecia tão feliz e em seguida veio o pedido de casamento, eu concerteza era uma mulher de sorte, estava casada com o homem que amava e fazia de tudo para que eu fosse feliz, e para completar nossa felicidade ainda tínhamos a pequena Luna que a cada dia se mostrava mais bela e espoleta, mostrando a todos o quanto saiu a mim.
Dei um beijo estalado em Eddy antes de passar nossa filha para os seus braços, ela estava ficando cada dia mais pesada.
- Ela já está grande demais para andar comigo – Expliquei a ele, que não pareceu se importar com isso, ele mesmo segurando nossa filha desceu uma de suas mãos até minha cintura deixando-a ali.
A rua pela qual andávamos era muito conhecida por mim e por Eddy.
-Onde vamos, papai? - perguntou Luna, os meus olhos verdes fitaram meu esposo brilhando de curiosidade, seus cabelos também eram cacheados como os meus e agora estavam presos em um rabo de cavalo frouxo de onde pendiam pequenos cachinhos, ela parecia uma princesinha... Nossa princesinha Logo um sorriso brincou em seus lábios estes eram do pai sem duvida, mas seu olhar desafiador era meu. Eddy beijou-se a testa num gesto de amor e candura, adorava vê-los assim.
Eu ri me aconchegando sob seu braço, senti que até então todos os meus desejos de adolescente foram atendidos, eu e Eddy formavá-mos uma família, uma família feliz.
-Já estamos chegados, Luna – Ele respondeu nossa filha em um sussurro.
-Será que ela vai gostar da nossa casa? - questionou meu marido, era só pra ele escutar, mas Luna tinha herdado do pai, muito mais que seu rostinho angelical e seu sorriso. Ela também tinha uma ótima audição, o sangue que deixava sua pele rosada pertencia ao pai um anjo e seu temperamento era meu e por tanto humano.
-Casa, no compramos uma casa, ebá! - Luna bateu palmas nos fazendo rir, ela era sem duvidas a garotinha mais amada do mundo. - Onde vamos molar?
Olhei meu amado de forma cúmplice, não responderíamos aquela pergunta, Eddy apenas a colocou no chão e cada um passou a segurar uma de suas mãos. Bom pelo menos era assim que deveríamos estar se Eddy não estivesse segurando o ursinho em forma de leão que dei a nossa filha dizendo a mesma, que ele me fazia lembrar de seu pai. Juntos passamos pelos portões adornados, todos sorriam e nós cumprimentavam, alguns até mandavam beijos para Luna que divertia-se com a situação, nunca vi criança mais festeira que ela. Andamos até finalmente parar em frente a nossa casa.
- Aqui é a sua casa – Eddy disse a Luna depois de agachar-se, tanto inutilmente ficar do tamanho de nossa garotinha. Eu me aproveitei de seu movimento, para me apoiar em seus ombros, como fazia quando mais nova e ele não me permitia ler as instruções. Eu estava feliz.
- Aqui, minha querida, é nosso novo lar. - falei para a menininha de olhos esmeraldinos, dando um beijo na sua cabeça, ficamos assim por um tempo, observando a mansão em que passaríamos a morar.
- Linda - gritou nossa filhinha, correndo para dentro da casa.
Por um instante pensei em seguir a Luna, mas os braços de Eddy me aprisionaram num abraço acolhedor, logo ele tomou meus lábios para um beijo delicado.
- Nossa casa – sussurrei com as lagrimas já escorrendo por meu rosto, eu estava em feliz de uma forma que jamais imaginaria estar.
- Sim, nossa casa! - Eddy passou a beijar cava gota que teimosamente corria por meu rosto enquanto meneava um “sim”.
- Eu te amo, Eddy – O abracei, e ele me rodou, pareceu feliz por estar de volta ao seu local de nascimento.
- Eu também Laís!
- Papa, mama – Luna gritava de dentro da casa. - Vem plá casa!
Rimos de novo, ela não tinha como não ser comparada a mim, principalmente quando fazia essas coisas.
Logo nos endireitamos e rumamos para dentro da casa, ali teríamos uma nova vida, uma vida bem diferente da que tivemos como detetives da sombra, e tínhamos certeza que nunca ninguém nunca questionaria nossa amor, pois Luna era a prova cabal de que ele superou tudo e superaria qualquer outra barreira que pudesse vir a nos atrapalhar.

End.


Um complemento para historia

11/02/2011

UreOsasco

Não é de hoje que a reciclagem de rejeitos da construção civil e demolição (entulhos) vem sendo estudado como alternativa aos bota-fora e lixões.
Entretanto a solução antiga, só agora depois de assinada a Política Nacional de Resíduos Sólidos parece sofrer seu grande "BUM".

Instituição privadas já conheciam a formula que hoje também é de interesse de prefeituras e ONGs (organizações Não Governamentais).
Na cidade de Osasco desde 13 maio de 2009, um projeto inovador vem se tornando alvo de estudos por seu sistema pioneiro.
A Usina de Reciclagem de Entulho de Osasco (UreOsasco), trabalha sobre a ótica da sustentabilidade, unindo o tripé baseado na Economia, Sociedade e Meio Ambiente. Sua maior preocupação é para com o meio ambiente, é retirar o entulho dos famosos bota-fora e lixões irregulares que muitas vezes estão localizados em áreas próximas a mata nativa, geralmente próximo a estradas onde a pouca fiscalização (uma vez que esse tipo de empreendimento tornou-se ilegal).
A UreOsasco também se preocupa com a geração de emprego e renda, seus trabalhadores tem idade entre 29 á 65 anos, portanto a usina alem de gerar empregos também promove a inclusão social, gerando uma oportunidade a trabalhadores de idade tida como "avançada" geralmente desprezados pelo mercado de trabalho convencional.

Como funciona a UreOsasco:

1- As empresas de caçambas são devidamente cadastradas no escritório (a poucos metros da Usina).
2- Depois de feito o cadastro a empresa tem a entrava na Usina para descarregar o entulho. (ouro cinza).
3- O material descarregado é avaliado, já que a UreOsasco aceita apenas entulho limpo, nada de gesso, amianto, madeira, ferro, lixo domestico, etc...
4- O material descarregado é transformado em 6 produtos diferentes (areia, pedrisco, pedra 1, pedra 2, mini-rachão e bica corrida), que podem ser usados para reformas e afins, contanto que não sejam usado na parte estrutural da casa, ou seja nada de encher laje e vigas.

O meu trabalho na UreOsasco?
Bom eu não trabalho na Usina, trabalho no CRCD – Centro de Referencia de Resíduos Sólidos da Construção Civil e Demolição.
Minha função?
Pesquisar, estar atualizada quanto: as novas tecnologias, tendências, usinas e claro estudar muito.

04/01/2011

FIM

Você sumiu,
Desapareceu,
Eu me senti só
E tive tempo pra pensar

Medi cada um de nossos atos
Dos mais simples aos insensatos
Brinquei de matemática
Com uma formula acrobática

Distantes, eu não sei mais o que sinto
Separados, hoje eu vejo o abismo distinto
Nós o criamos,
Como aconteceu... eu não sei.

È difícil dizer-te adeus
Gosto da sua companhia
Mas ela já não me faz tão bem
Dela eu sou apenas mais uma refém

Sentirei falta de seus carinhos
Mas cansei dos nossos joguinhos
Eu preciso fugir, ir mais além
Não aguento mais todo o seu desdém

Eu mudei nesse meio tempo
Um dia você vai notar
Que a menina com quem você brincava
Está a desabrochar

Fogo de palha
Paixão de momento
Que definhou com o tempo
E agora dou-te adeus

Adeus aos beijos
Aos momentos picantes
A todos os instantes
A tudo que passei

Eu cansei
Fique farta
De todo o melodrama
Eu quero mesmo é ser feliz

Quero esquecer tudo que me diz
Quero poder ser livre
Quero ficar sem você

Sakura Ikari - 4 de janeiro de 2011

Primeiro poema do ano...